Nada a ver
Às vezes a gente escreve umas bobagens e quando, depois de algum tempo, tem a oportunidade de relê-las, tudo torna-se patético, cômico até. O texto a seguir me soa engraçado, quando o escrevi, no entanto, deveria estar completamente envolvida pelo impacto de cursar duas faculdades tão distintas entre si e em vários sentidos. Desde de conteúdos tão opostos, aos campi tão diferentes e ao público completamente distinto.
Hoje já dá para dizer que gosto dos dois cursos, senão igualmente, pelo menos com um certo entusiasmo e se já dizia Fernando Pessoa, ele mesmo, "tudo vale a pena, se a alma não é pequena".
Ah! O texto. Segue.
Foram-se o bosque, as diversas livrarias, o cinema, as bibliotecas e entrou, forte e pesado, o bloco de concreto. Com ele, as Exatas ao extremo.
Foram-se também o ar acadêmico, a postura posada e o nariz empinado. O academicismo aqui parace não existir, lá, transborda pelos corredores e pela vastidão do campus. Aqui estão os que lá não puderam estar, aqueles que o transbordamento irritante da classe intelectual expulsou para além dos muros da cidade que, se prega o conhecimento ao máximo, restringe-o para o menor número possível.
Foda-se.


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