sexta-feira, setembro 08, 2006

Do amor

Ultimamente tenho pensado sobre a não-coincidência da expectativa amorosa. O que move alguém em direção ao outro na intenção de estabelecer laços ou estreitá-los, sem que a recíproca seja verdadeira. E quando o é ou passa a sê-lo, é o primeiro que já não tem o mesmo interesse e corre na direção contrária. O filme Closer é um perfeito exemplo disso. Aliás há um poema que é seu correspondente em versos. Se já fiz essa comparação? Já, em um texto que não está aqui e penso que não estará. Por quê? Não quero e não há razão melhor para deixá-lo de fora do blog.
O poema, ah!, o poema. O que vem à mente , "Quadrilha", do Drummond? Não, corro ao encontro de Bandeira, uma vez mais, não pelo tema de meus questionamentos tolos, mas pela solução proposta e com a qual concordo. Plenamente.
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ARTE DE AMAR
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma,
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
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As almas são incomunicáveis.
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Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
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In Belo Belo.